OS MALFEITOS DE "GESSE CACHOEIRA" COMEÇAM APARECER DENTRO DA COOPERATIVA
Publicado em 19/05/2012/sábado.
Por Agasp Brasil
Há quatro meses sem prestar contas ou ter um único balanço ou balancetes feitos mês a mês, conforme determina o estatuto da Coomigasp, o diretor financeiro Marco Prado, o Poliplaca, pediu durante a reunião ordinária do Conselho Fiscal, ocorrida na quarta-feira passada, mais um prazo até a próxima quarta-feira, para apresentar o fluxo de entrada e saída do dinheiro gasto por Gesse Simão de Melo, presidente da cooperativa, de janeiro ate agora.
“Vou correr atrás das notas em Imperatriz”, disse Poliplaca. “Não aceitamos notas frias”, afirmaram os membros do Conselho Fiscal. Esse é infelizmente o verdadeiro cenário de uma administração irresponsável e caótica que se instalou ao logo dos três anos e cinco meses dentro da Coomigasp. Uma pena que a cooperativa dos garimpeiros seja eternamente palco do improviso criminoso quando se trata de uma coisa tão séria como é uma prestação de contas. Uma fonte bem situada que ajudou a fechar as contas de Gesse Simão de Melo no valor de R$ 19 milhões gastos no exercício de 2010, aprovadas a toque de caixa pela assembleia dos garimpeiros em janeiro de 2011, informou-me lá que permanece em aberto grande parte desse valor à espera de “notas frias”. Para cobri a conta furada, Gesse se comprometeu a “ajeitar” as notas em Imperatriz, mais, como ela já estava aprovada, deu de ombros e resolveu deixar o assunto pra lá.
Esse mesmo tipo de “arranjo” não foi diferente com a prestação de contas do exercício de 2011, aprovada em janeiro deste ano, cujo valor astronômico chegou a R$ 22 milhões e, com certeza, seguirá nos mesmo rumo de ilegalidade no atual exercício se o Conselho Fiscal não exercer o seu verdadeiro papel de fiscalizador e defensor do patrimônio da sociedade garimpeira. Não precisa ser especialista em regras contábeis para ter a certeza de que as desastrosas e enganosas contas de Gesse Simão, ocorridas nesses quatro meses, não aguenta um procedimento analítico conforme quer fazer o presidente do Conselho Fiscal, Nilbert Santos, logo que receber as tais notas que o Poliplaca diz está “correndo atrás”.
Não haverá outra saída a não ser os senhores conselheiros, uma vez comprometidos em proteger o patrimônio da sociedade, pedir o mais rápido possível o afastamento imediato de Gesse Simão da presidência da Coomigasp. Diante disso, o garimpeiro deve está se perguntando: para onde está indo a dinheirama no Valor de R$ 60 milhões que Gesse e Jairo conseguiram “chupar” da Colossus? O fato é que esse dinheiro não passou pela conta corrente da pessoa jurídica da cooperativa.
A conta corrente da Coomigasp encontra-se desativada desde 2007, ainda no período de Valder, pelas sucessivas ações de arresto judiciais para pagar credores trabalhistas que ganharam na Justiça do Trabalho. Gesse Simão deveria explicar à sociedade garimpeira em que conta bancária esse dinheiro retirado em nome dos 38 mil associados está sendo movimentado desde quando assumiu a presidência. Esse é mais um pepino para o Conselho Fiscal cobrar. “É inaceitável uma situação dessas, e nós vamos recomendar ao presidente da Coomigasp a resolver essa grave pendência sob pena de ter as suas contas rejeitadas por causa disso”, afirmou Nilbert Santos, presidente do Conselho Fiscal.
A solução é a cooperativa pagar as suas dívidas trabalhistas que eram de R$ 17 milhões, mas que terminou diminuindo para R$ 7 milhões depois de uma nova perícia contábil nos valores, o que foi aceito também pela Justiça do Trabalho de Parauapebas. Se for comparado o que a cooperativa deve aos credores das ações trabalhistas aos mais de R$ 60 milhões que já passaram pelos bolsos do guloso Gesse Simão, daria para quitar a dívida e ainda sobrar um bom troco para as suas farras. Dessa forma, a conta-corrente jurídica da Coomigasp ficaria livre de arrestos judiciais.
Um outro exemplo de desleixo e de irresponsabilidade administrativa com o patrimônio garimpeiro é a obra de um prédio que Gesse resolveu construir em Curionópolis, sob o argumento de fazer lá a nova sede da cooperativa. A construção já consumiu, segundo ele, mais de R$ 3 milhões de reais e encontra-se apenas num esqueleto mal coberto. O mais grave é que a construção, paga com o dinheiro dos garimpeiros, encontra-se registrada no cartório de imóveis de Curionópolis no nome do dono do terreno. Mesmo assim, o construtor abandonou os trabalhos por falta de dinheiro para pagar os trabalhadores.
"GESSE CACHOEIRA" ENTOCADO
Notícias que chegam de Imperatriz dão conta de que Gesse Simão de Melo, que ganhou o seu mais recente apelido de “Gesse Cachoeira”, numa alusão ao bicheiro Carlinhos Cachoeira, enrolado com a CPI do Senado e preso na Papuda de Brasília, resolveu não mais sair pelas ruas da cidade, como desfilava antes, em comboio de hilux pretas e com seus seguranças, agora conhecidos como “os homens do presidente”, munidos de radio e “gás paralisante” produzido pela rossi, metendo medo por onde passam.
Por outro lado, o delegado regional de Imperatriz, Dr. Furtadinho, diz que a situação em Imperatriz está preta para Gesse. “Os garimpeiros daqui estão todos arrepiados com ele”, comenta o fiel amigo de Gesse ao delegado Airton Portilho de Palmas. Gesse sabe que, se não renunciar ao cargo ( para o qual foi eleito pela desmoralizante vitoria sem oponente por minguados 2.356 votos), será arrancado pela assembleia geral que os 38 mil garimpeiros está organizando através da Agasp Brasil e que acontecerá no dia 21 de julho, Dia Nacional do Garimpeiro em Curionópolis. O “Fora Gesse Cachoeira” engrossa cada vez mais por toda parte do Brasil.
O ENDIVIDAMENTO DA COOMIGASP
É sabido no meio garimpeiro que o presidente da Coomigasp, Gessé Simão, orientado pelo “Sombra” (como é conhecido o seu assistente jurídico Jairo Leite) realizou com a Colossus vários contratos de empréstimo no valor de aproximadamente R$ 60 milhões de reais, dívida que será adiante descontada dos garimpeiros em suas futuras rendas na mina (se houver).
O sumiço desse dinheiro, que é um valor escandalosamente alto para o tamanho e as atividades da cooperativa, mais que um mistério, é um caso de polícia. Isso serve para mostrar aos sofridos garimpeiros por esse Brasil afora o quanto temerária é a administração de Gessé e Jairo e, sobretudo, a urgência necessária na convocação da Assembleia Geral para dar um basta nesse acelerado processo de dilapidação do patrimônio dos garimpeiros.
A CONIVÊNCIA DA COLOSSUS
A Colossus tem inteira responsabilidade nesse desfalque que está acontecendo na Coomigasp, segundo os membros do Conselho Deliberativo, já que ela fornece indevidamente o dinheiro que enseja todos esses desmandos.
Para os advogados que assessoram a Agasp Brasil, a Colossus não podia fazer esses empréstimos ao Sr. Gessé Simão em nome da Coomigasp, vez que o estatuto da entidade é claro quanto a essa proibição. Segundo eles, o inciso XVIII do art 58º condiciona à aprovação da Assembleia Geral qualquer empréstimo que venha a ser contraído pela Coomigasp. É o que também determina o item do art 60º.
Portanto se constitui fraude ao estatuto os contratos de mútuo (empréstimo) realizados entre a Colossus e a Coomigasp.
OS GARIMPEIROS NÃO VÃO SE RESPONSABILIZAR COM DÉBITOS FAJUTOS
Os R$ 60 milhões de reais que a Colossus passou para Gesse em nada serviram aos garimpeiros. Não há como dizer que foram gastos pela Coomigasp, vez que lá não movimento, atividade ou investimento que justifique essa verdadeira montanha de dinheiro.
E a Colossus, que fez tal empréstimo sem autorização ou mesmo conhecimento da Assembleia Geral, não poderá adiante querer cobrar dos garimpeiros esses débitos ilegais. Isso terminará sendo no futuro mais um rolo entre a Colossus e os garimpeiros. O certo é que os garimpeiros não pagarão débitos fajutos.
NAÇÃO GARIMPEIRA REPUDIA AS CALUNIAS ARROTADAS PELA COLOSSUS E POR GESSE SIMÃO
Publicado em 18/05/2012/sexta-feira.
Por Toni Duarte/ Presidente da Agasp Brasil
Como já era esperado, o Sr Gesse Simão, em vez de se explicar diante das graves denúncias que lhe foram atribuídas pela maioria do Conselho Deliberativo da Coomigasp, que o acusa de dar um desfalque na cooperativa, preferiu me agredir e agredir a Agasp Brasil com suas mentiras deslavadas, como forma de embromar e fugir do verdadeiro assunto que interessa aos garimpeiros, ou seja, onde ele enfiou R$ 60 milhões de reais.
Outras graves questões que também estão latentes e que inquietam os garimpeiros, ele também não esclareceu. E para que ele não pense que a sua tática deu certo, aqui eu volto a indagá-lo:
1) Onde estão os R$60 milhões que foram tomados emprestados à Colossus em nome dos garimpeiros e que eles terão que pagar com juros e correção monetária?
2) Quais as notas fiscais e recibos que comprovam essas despesas que são ditas aos cooperados?
3) Cadê a mina de Serra Pelada que a Colossus se comprometeu a construir em pagamento da sua participação na metade do empreendimento?
4) Por que o Sr. Gesse Simão, em vez de cobrar de forma enérgica esse direito dos garimpeiros, juntou-se à empresa para ajudar a embromar os 38 mil sofridos companheiros?
5) Afinal, quando a Colossus irá mesmo entregar a mina funcionando?
6) A troco de que foram entregues as novas áreas mineralizadas à Colossus e que valem centenas de milhões de reais?
7) Por que a Colossus, que nada pagou por essas áreas mineralizadas, ficou com 75% para ela, deixando apenas 25% para os garimpeiros? O Sr Gesse acha isso justo?
Essas são algumas explicações que os garimpeiros querem do Sr Gessé Simão e não os xingamentos, as ameaças, as baixarias...
AS ACUSAÇÕES MENTIROSAS DO SR. GESSE SIMÃO
Quanto às mentiras com que o Sr Gesse tenta tergiversar e fugir das várias denúncias que lhe são feitas, apenas para dar uma satisfação aos garimpeiros, que me conhecem nessa luta há 15 anos, responderei ao irresponsável acusador, na ordem em que ali foram assacadas:
a) FALSA HULMIDADE
A primeira grande mentira do Sr Gesse é sua tentativa de passar uma falsa humildade, usando em vão o nome do Senhor. Todos os garimpeiros conhecem a arrogância e as heresias do Sr Gesse, a exemplo da mais recente, com um revólver na mão e disse: “Se o Senhor meu Deus mandar eu derramar sangue, eu derramarei”, numa clara tentativa de intimidação aos sócios, diretores e delegados que denunciam os seus desmandos na Coomigasp.
b) OS MILHÕES DE GESSE
Em seguida, o Sr Gessé fala que lhe sugeri pedir à Colossus R$ 5 milhões para racharmos juntos. A coisa mais fácil do mundo é alguém criar falsos diálogos para incriminar alguém. O que posso dizer sobre isso é que o Sr Gesse está mais uma vez mentindo, pois nunca lhe fiz tal proposição. Ele quer atribuir aos outros as suas práticas. Gesse deveria saber que o ônus da prova cabe a quem acusa. Sem provas, suas acusações se tornam meras agressões, meras retaliações pessoais. Neste caso, faço-lhe um desafio: apresente as provas, Gesse!
c) SALÁRIO DE SENADOR
Outra maluquice com que ele tenta confundir a discussão é dizer que eu recebia ajudas da Colossus e da Coomigasp e que eu queria ter um salário maior que um senador da República. Ora, os repasses a que ele se refere foram contribuições destinadas ao funcionamento da Agasp Brasil, que, quando existiram, aconteciam de forma aberta e transparente, inclusive com emissão de recibo da entidade e devidamente contabilizadas. Nunca escondi tal fato. Pelo contrário, sempre comentei abertamente essas contribuições que mantinha o expediente da Agasp Brasil, cujo estatuto as prevê. Pelo contrário, quem vive hoje como o “Rei do Ouro” é Gesse. O desfalque já foi denunciado pelos membros do Conselho Administrativo cujo documento assinado por eles já se encontra em poder do Ministério Publico Federal. Gesse deveria ser mais transparente com a sociedade garimpeira e dizer que o seu salário como diretor da SPCDM é de R$ 40 mil e tem um pró-labore na Coomigasp de igual valor, enquanto os 38 mil garimpeiros continuam na condição de “blefados”. Além disso, Gesse deveria dizer a categoria garimpeira que faz retiradas todo mês de R$150 mil a R$250 mil , segundo denúncias feitas pelos os membros do Conselho Deliberativo, quantia essa que serve para bancar as suas farras na cidade de Imperatriz .
d) A AGASP É UMA ENTIDADE SEM FINS LUCRATIVOS
É preciso ficar claro que a Agasp Brasil é uma entidade sem fins lucrativos e que sobrevive de doações e contribuições para o seu funcionamento, especificamente para pagar aluguéis, salários, inclusive arcar com as despesas da Delegacia da Coomigasp em Brasília, coisa que o presidente Gesse sempre negligenciou.
e) ELES CONFUNDIAM CONTRIBUIÇÃO COM CONIVÊNCIA
Se o Sr Gesse e o Sr Paulo de Tarso achavam que essas contribuições me faria prisioneiro e conivente em suas espoliações aos garimpeiros, equivocaram-se mais vez. Ninguém nunca conseguiu me puxar pela gravata. Sempre me indispus às falcatruas.
f) HÁBITOS E VÍCIOS
Quando apoiei o Sr Gesse em sua reeleição, disse-lhe que só o apoiaria se ele mudasse a sua forma de dirigir a Coomigasp, fosse mais responsável com as finanças e as contas da cooperativa, bem como mais enérgico na cobrança dos compromissos da Colossus para com os garimpeiros. Como ele preferiu continuar com seus hábitos e vícios, resolvi me afastar e denunciar as suas práticas nocivas ao conjunto dos garimpeiros.
g) BANQUETE ENTRE AMIGOS
Em outro trecho de suas acusações, o Sr Gesse Simão diz que é fiscalizado pelo Conselho Fiscal, pelo Ministério Público e pelo DNPM. Ora, o Conselho Fiscal ele sempre buscou subornar os seus membros para transformar aquele importante órgão de fiscalização num “banquete entre amigos”. Esperamos que o atual Conselho Fiscal recentemente eleito seja diferente e cumpra com o seu papel fiscalizador protegendo o patrimônio dos garimpeiros.
h) O PARADEIRO DOS R$60 MILHÕES
Quanto ao DNPM, não é verdade que esse órgão fiscalize o funcionamento de qualquer cooperativa, muito menos a Coomigasp. Ele fiscaliza a Portaria de Lavra, portanto a atividade mineral da SPCDM. Assim, aquele respeitável órgão não tem nada a ver com as “fórmulas” contábeis do Sr Gessé. Já o Ministério Público, sim, desde quando exista registro de denúncia de irregularidades, o que acaba de ser feito por alguns delegados da Coomigasp, membros que são do Conselho Deliberativo. Aí os garimpeiros querem ver como o Sr Gesse vai explicar ao Ministério Público onde colocou os R$ 60 milhões de reais, pois, no âmbito da cooperativa, ninguém sabe o paradeiro. As prestações de contas de Gessé não aguenta uma investigação e o guloso Simão pode terminar na cadeia.
i) UMA INTRIGA INFANTIL
Com relação ao senador Edison Lobão, a intriga que Gesse tenta fazer chega a ser infantil. O senador me conhece há mais de 30 anos e sabe muito bem da minha conduta sóbria e responsável. O falastrão, o espalhafatoso, o pegajoso, o inconveniente... todos conhecem, é o Sr Gessé Simão, a quem muitas autoridades evitam.
j) GESSE E O CONSELHO FISCAL
Outra tentativa boba que ele faz é tentar me intrigar com o presidente do Conselho Fiscal, Sr Nilbert Santos, que tem a missão de cobrar e fiscalizar as suas contas em nome da sociedade garimpeira. O Sr Jairo e o Sr Gesse são os que andam cercando o presidente do Conselho Fiscal, bajulando-o, paparicando-o, certamente querendo fazê-lo conivente em suas estripulias. Mas o Sr Nilbert sabe de suas obrigações, não para comigo, mas perante a comunidade que o elegeu, os garimpeiros.
l) GESSE ASSUME QUE É PAU MANDADO DA COLOSSUS
O curioso das declarações de Gesse é que ele afinal escancara ali a sua condição de subalterno da Colossus, pondo-se na condição de porta-voz do Sr Paulo de Tarso, seu verdadeiro patrão. Olhe que a Colossus vem sendo cobrada de suas obrigações não cumpridas, sem, no entanto, prestar qualquer satisfação aos seus credores, os garimpeiros. Pelo contrário, ela, a Colossus, a poderosa à custa dos garimpeiros, determina o Sr Gesse para vir tentar explicar o inexplicável: o não cumprimento de sua obrigação, que é entregar a mina funcionando.
m) O PORTA-AMEAÇA E A “PROVA DOS NOVE”
O Sr Gesse Simão, em suas declarações embusteiras, traz-me uma ameaça do Sr Paulo de Tarso. Segundo ele, minhas informações e cobranças feitas em nome do povo garimpeiro o qual a Agasp Brasil legitimamente representa “serão cobradas na justiça onde ele (Toni Duarte) terá que explicar tim tim por tim tim porque as fez. Eu não deixarei nada de graça”. É o que diz o ventríloco Paulo de Tarso através do boneco Gesse.
Não acredito que o Sr Paulo, diretor da Colossus, tenha feito tais declarações. Pois custa-me acreditar que ele seja dado a esse tipo de vulgaridade contra 38 mil garimpeiros acionistas da SPCDM a onde ele é apenas um simples empregado. Aliás, é minha torcida que eles (Gesse e Colossus) entrem na justiça contra Agasp Brasil, pois assim seria uma maneira mais rápida de, na justiça, tirar a prova dos nove, ou seja, saber quem está falando a verdade.
n) UMA ARROGANCIA SEM LIMITES
Outro ponto curioso, e até engraçado, é Gessé afirmar com suas imponderadas e arrogantes palavras: “Determinei que fosse retirado dos cargos os delegados de Palmas e Belém, duas ovelhas negras da sociedade garimpeira que estão em conluio com este escorpião [Toni Duarte]”. Que tal? Tudo isso porque esses delegados, depois de terem participado da denúncia do desfalque na Coomigasp, foram chamados a Imperatriz para um “aconchego” ou “faz me rir” com Gesse, mas eles se mantiveram firmes em suas convicções e lá não foram.
n) GESSE COMEÇA A DELIRAR...
Gesse pensa que a Coomigasp é sua propriedade e que os demais diretores são seus capachos, pois a forma como ele se referiu aos dois delegados (Palmas e Belém) não é a maneira adequada de um presidente de entidade se dirigir a nenhum funcionário e, muito menos, seus colegas de diretoria, como é o caso.
o) O EQUÍVOCO DO SR. PAULO DE TARSO
Segundo ainda o seu porta-voz, Sr. Gesse Simão, o Sr Paulo de Tarso diz que a Agasp não é sócia da Coomigasp e, portanto, não pode interferir nas relações da cooperativa com a Colossus, ou mesmo com o projeto da mina. Para ele, só o Gessé pode reclamar a inadimplência e as espoliações da Colossus. Tinha graça!
O grande problema é que o Sr Paulo de Tarso não conhece o histórico de Serra Pelada. Ele pensa que a Colossus lá já estava plantada na mina desde a chegada de Cabral a Porto Seguro, e que o Sr Gessé, em vez do Sr Genésio, era o dono da fazenda onde o vaqueiro Ceará descobriu a primeira pepita de ouro. Aliás, o grande problema de Serra Pelada hoje é que tanto o Sr Gesse quanto o Sr Paulo de Tarso estão completamente equivocados.
A COLOSSUS ACHA QUE SERRA PELADA É O CANADÁ
Mesmo depois de 90 dias da intensa crise que se abateu na relação entre Colossus e os 38 mil garimpeiros acionistas da Serra Pelada Companhia de Desenvolvimento Mineral (SPCDM), até agora a empresa canadense, que injustamente detém 75% do empreendimento, parece não estar dando muita importância para a extensão do problema. As reivindicações da sociedade garimpeira, que lamentavelmente o tosco presidente da Coomigasp, Gesse Simão, prefere chamar de “ataque” são claras e se resumem aos seguintes pontos:
1. Que a Colossus pare de repassar dinheiro dos prêmios dos garimpeiros em forma de mútuos para o presidente da cooperativa Gesse Simão, por não haver autorização de uma assembleia geral da sociedade garimpeira para este especifico fim.
2. Que a Colossus revele de imediato para a sociedade garimpeira o tamanho real do depósito mineral pesquisado na área dos 100 hectares, fruto do contrato da parceria entre a Coomigasp e a Colossus, celebrada em julho de 2007.
3. Que a Colossus cesse, de imediato, o processo de sondagens geológicas na área dos 700 hectares, já que não existe contrato de parceria para essa área e que tal autorização terá que passar pela aprovação de uma assembleia geral dos garimpeiros.
4. Que a Colossus pague de imediato uma antecipação em dinheiro aos garimpeiros (sem que isso represente a venda do seu patrimônio) já que a mina de Serra Pelada não entrará em produção neste ano de 2012, conforme foi prometido pelos gringos através do seu corretor Gesse Simão de Melo.
5. Que a Colossus não subtraia as informações sobre o empreendimento como se fosse dona absoluta da mina de Serra Pelada. Até porque ela ainda cumpriu a sua parte no acordo e, portanto, ainda não é dona de nada.
6. Que a Colossus se obrigue a aceitar a criação de uma comissão permanente de fiscalização, composta por membros da diretoria da cooperativa, membros de entidades representativas da sociedade garimpeira e por autoridades ligadas ao Ministério de Minas e Energia, com o objetivo de acompanhar relatórios de sondagens, processo de implantação e exploração da mina de Serra Pelada. A Colossus tem que entender de uma vez por todas que ela não tem o direito de se apossar sozinha da Reserva Mineral de Serra Pelada. As leis brasileiras não lhe permitem essa aventura.
7. Que a Colossus aceite iniciar uma nova discussão sobre o contrato celebrado em julho de 2007, o qual foi aprovado por uma ampla assembleia geral dos garimpeiros com os percentuais de 51% para a Colossus e de 49% para os garimpeiros. O que aconteceu de estranho foi que, no dia seguinte, como num passe de mágica, o referido contrato passou para 75% para a Colossus e 25% aos garimpeiros. Isso se constituiu numa espoliação afrontosa e inaceitável.
8. Que a Colossus pare de descumprir o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado em maio de 2010, como uma das condicionantes imposta pelo Ministério de Minas e Energia como forma de proteger os direitos dos garimpeiros dentro da parceria.
Voltamos a afirmar que não há qualquer possibilidade de entendimento entre a aguerrida sociedade garimpeira, ora legitimamente representada pela Associação Nacional dos Garimpeiros de Serra Pelada – AGASP BRASIL, e a Colossus Minerals Inc., sem que essas oito reivindicações sejam atendidas. Todas essas reivindicações serão encaminhadas mediante a abaixo-assinado dos garimpeiros socios da Coomigasp ao Ministerio de Minas e Energia, aos dirigentes da Audiência Pública da Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal e para a Comissão de Assuntos Sociais do Senado da República e encaminhadas também ao Governo do Estado do Pará.
A ZOOMANIA DE GESSÉ
O Gesse agora deu para xingar os seus desafetos qualificando-os como animais. Aos companheiros Airton Portilho e Vitor Albarado ele chamou de “ovelhas negras”. A mim, detratou-me chamando-me de "escorpião". Nessa linha, ele me dá o direito de chamá-lo de "rato". Mas não vou fazer isso! Prefiro trazer a discussão para as questões que verdadeiramente interessam aos garimpeiros, em sua luta pela recuperação de seu valioso patrimônio.
VITOR ALBARADO RESPONDE ÀS INJURIAS DE GESSE SIMÃO
Caros amigos companheiros, é de lamentar o que o presidente da Coomigasp, Gesse Simão, vem transformando o site da nossa cooperativa (que deveria ter o papel de bem informar a ampla comunidade garimpeira espelhada por todo o País sobre o que realmente interessa) em um espaço de injúria e difamação contra a própria sociedade garimpeira. Sou delegado regional de Belém e não será o aloprado Gesse Simão que terá poderes nem autoridade de tirar-me o cargo outorgado democraticamente pela ampla maioria dos garimpeiros da região. Como também não tem autoridade o Sr Gesse de acabar com a Delegacia Regional de Belém, organismo criado por força do Estatuto Social da Cooperativa, nos termos do Artigo 42 e seus parágrafos, da Lei 5.764/71.
Ao invés de nos atacar, o Sr Gesse Simão deveria começar a se explicar sobre a evasão de dinheiro das contas da cooperativa, fato que exijo esclarecimentos, em nome do povo garimpeiro paraense. Estamos numa guerra em que as forças do bem vencerão as forças do mal. Aproveito para conclamar todo o povo garimpeiro do meu estado e dos demais estados do Brasil a se unirem em torno do “Movimento Fora Gesse”, que terá o seu desfecho no dia 29 de Julho, “Dia Nacional do Garimpeiro”. Esse será o dia da grande libertação nacional do bravo povo garimpeiro de Serra Pelada.
Belém, 17 de maio de 2012.
Vitor Albarado é Delegado Regional e membro do Conselho Deliberativo da Coomigasp.
AIRTON PORTILHO RESPONDE ÀS INJÚRIAS DE GESSE SIMÃO
Meus Amigos garimpeiros de Serra Pelada,
Estamos todos surpresos com a tamanha arrogância arrotada por um homem que não tem a mínima condição de representar os 38 mil garimpeiros sócios da Coomigasp. O tom mentiroso e enganador de Gesse Simão de Melo já não é mais novidade para o mais simples garimpeiros de Serra Pelada, nos últimos três anos e cinco meses em que ele se encontra malditamente como presidente da Coomigasp.
O espalhafatoso discurso, escrito não por ele, publicado no site da nossa cooperativa, reflete o suprassumo da imbecilidade e da mediocridade. As suas determinações de cassar o meu mandato de delegado regional de Palmas e, consequentemente, o meu assento no Conselho Deliberativo da nossa cooperativa não passa por sua megalomaníaca vontade.
O povo garimpeiro tocantinense sabe muito bem quem é Airton Portilho e quem é o irresponsável Gesse Simão de Melo. Só o povo pode me tirar essas prerrogativas de defendê-lo intensamente. Nada me compra ou me suborna. Tenho a plena convicção de que estou no lado certo e, com a Graça de Deus, os 38 mil garimpeiros de Serra Pelada estarão na grande marcha do “Movimento Fora Gesse”.
Palmas ,17, de maio de 2012.
Airton Portilho é Delegado Regional e membro do Conselho Deliberativo da
Coomigasp
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